Pesquisa em Educação Matemática para Surdos

Conhecimentos prévios dos alunos surdos fluentes em libras referentes à linguagem algébrica no Ensino Médio

Silvia Teresinha Frizzarini – Clélia Maria Ignatius Nogueira

 Resumo

Poucas são as pesquisas, com reflexões mais profundas, sobre o estudo da álgebra com alunos surdos. De forma a validar e disseminar ações educativas nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo destacar os conhecimentos prévios dos alunos surdos, fluentes em Libras, referentes à linguagem algébrica utilizada no Ensino Médio. O embasamento teórico utilizado foi a teoria de Duval, com as análises das transformações, por tratamento e conversão dos diferentes registros de representação semiótica, em particular, das inequações. A metodologia utilizada foi a aplicação de uma avaliação diagnóstica realizada com alunos surdos, todos fluentes em Libras, de uma Escola Especial localizada no norte do Paraná. Destaca-se a necessidade de se trabalhar em ambos os sentidos de conversão, em diferentes linguagens, principalmente quando o registro de partida é o gráfico. A conclusão, a que se chegou, foi de que não se deve separar a representação algébrica dos outros registros, devido à necessidade de a língua de sinais desempenhar, não apenas função de comunicação, mas também as funções de objetivação e tratamento, fundamentais no desenvolvimento cognitivo.

 Palavras-chave: Surdos fluentes em libras; Representações semióticas; Álgebra.

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Pesquisa em Educação Matemática para Surdos

No dia 17 de fevereiro de 2014, aconteceu na Universidade Estadual de Maringá (UEM) a defesa da pesquisa de doutorado de Silvia Teresinha Frizzarini, com o título de “Estudo dos Registros de Representação Semiótica: implicações no ensino e aprendizagem da álgebra para alunos surdos fluentes em língua de sinais”. A pesquisa foi orientada pela Profª. Dra. Clélia Maria Ignatius Nogueira.

 

RESUMO

A presente pesquisa objetivou analisar os principais registros de representação semiótica e sua coordenações  possíveis  no  ensino  e  na  aprendizagem  da  álgebra  para  alunos surdos fluentes em língua de sinais. Com a finalidade de proporcionar mais elementos para análise e considerando a necessidade de se trabalhar com uma diversidade maior de sistemas de representações semióticas, segundo a teoria adotada de Duval, o conteúdo da álgebra escolhido foi a inequação, não só pela variedade de registros, mas também pela  conexão  que  existe  com  outros  conteúdos,  como  funções  e  equações.  Para  a consecução do objetivo, a metodologia utilizada foi a Engenharia Didática difundida por Artigue;  ela  permitiu  a  aplicação  planejada  de  uma  sequência  de  cinco  atividades, efetivada  com  sete  alunos  surdos  do  ensino  médio  brasileiro,  todos  de  uma  escola especial localizada no norte pioneiro do Paraná. Para ampliar o campo de pesquisa, num processo inclusivo diferente do brasileiro, também foram analisados os conhecimentos prévios  de  três  alunos  surdos  do  ensino  médio  espanhol,  em  uma  escola  regular  de Barcelona. Os resultados obtidos na experimentação, com os alunos brasileiros, foram que a língua de sinais, por ser uma língua visual/motora, favoreceu a identificação dos elementos  representacionais  algébrico,  durante  a  atividade  de  conversão,  mediante  a conexão realizada com os registros gráficos. Esses alunos surdos, ao converterem uma expressão  algébrica  para  a  língua  de  sinais  e  desta  para  a  escrita,  e  vice-versa,  se apoiavam, muitas vezes, na representação intermediária gráfica, descrevendo inclusive os  detalhes  dessa  representação.  Mesmo  que  a  língua  de  sinais  e  a  escrita  tenham  a mesma  função  meta  discursiva  de  comunicação,  elas  diferem  nas  suas  regras  de conformidade;  as  unidades  constitutivas  de  cada  registro  de  representação  são  muito diferentes. Os surdos brasileiros, ao traduzirem as expressões algébricas, em língua de sinais,  justapõem  dois  sinais  na  configuração  das  mãos,  assim  como  na  linguagem matemática. Ao contrário, os resultados prévios do diagnóstico realizado com os surdos na Espanha, revelou que esses alunos traduziam as expressões algébricas, para a língua de sinais, sequencialmente, com o uso predominante da datilologia, ou seja, da mesma forma  que  a  língua  escrita.  O  processo  de  inclusão  oral,  que  é  tradição  na  Espanha, apresentou forte influência no processo cognitivo desses alunos. A atividade cognitiva de conversão da língua escrita ou língua de sinais para o registro algébrico e deste para o registro gráfico foi insuficiente para esses alunos. Concluímos que, quando o campo de  estudo  é  a  álgebra,  com  diferentes  significados  para  as  letras,  o  uso  de  diferentes registros de representação se torna imprescindível para qualquer aluno surdo usuário da língua  de  sinais.  As  representações  mentais  dos  surdos  profundos  dependem exclusivamente  da  língua  de  sinais,  para  generalizar  e  abstrair  as  representações algébricas,  tendo  como  representação  intermediária  os  gráficos.  Apesar  do  reduzido léxico  que  a  língua  de  sinais  apresenta,  a  partir  dos  seus  principais  parâmetros,  os surdos  podem  traduzir  e  representar  qualquer  registro  de  representação  matemática, abrangendo muitas variações, por exemplo, com uma simples troca de movimento ou ponto  de  articulação.  Isso  favorece  o  processo  cognitivo  dos  alunos  surdos,  ao trabalharem com um grau de liberdade maior durante as atividades de conversão. Por isso, o estudo da álgebra, com alunos surdos, deve ser realizado com as vantagens que a língua  de  sinais  lhes  oferece,  desvinculando-se  do  uso  excessivo  dos  algoritmos,  de representações  exclusivamente  simbólicas  ou  escrita  e,  principalmente,  da obrigatoriedade de se obter uma resposta apenas numérica ou da linguagem algébrica.

Palavras-chave: Registro de representação semiótica. Álgebra. Educação de Surdos.

 

Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação para a Ciência e a Matemática

Pesquisa: Tese de Doutorado

Título: Estudo dos Registros de Representação Semiótica: implicações no ensino e aprendizagem da álgebra para alunos surdos fluentes em língua de sinais

Autor: Silvia Teresinha Frizzarini

Orientadora: Profª. Dra. Clélia Maria Ignatius Nogueira.

Ano: 2014

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1º Seminário de Educação dos Surdos: Novas Propostas Estratégicas para o Ensino Bilíngue para o Ensino Bilíngue

OBJETIVOS

1. Propor estratégias para o ensino bilíngue na escola inclusiva e especializada;

2. Visualizar o ensino de matemática e de língua portuguesa no contexto da educação de surdos;

3. Conhecer o trabalho de intérprete de língua de sinais no contexto educacional e as representações sociais   de professores sobre o aluno surdo;

4. Compreender a educação de surdos no Brasil;

Para maiores informações acessem: http://www.seminariobilinguebelem.blogspot.com.br/

 

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Graduação em Libras é iniciativa pioneira do Campus da UFPA em Soure

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a principal forma de comunicação da comunidade surda no Brasil. Por meio dessa forma visoespacial de comunicação, os surdos conseguem se socializar com outros surdos e com ouvintes que conhecem Libras. Como grande passo no que consiste na inclusão de pessoas surdas no sistema educacional básico e superior, desde 2011, a Universidade Federal do Pará oferta o curso de Graduação em Libras Português PL2, iniciativa pioneira do Campus da UFPA na Ilha do Marajó, município de Soure.

Leia mais em: http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=8158

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Rumo a Educação Matemática Inclusiva

Para os que se interessam por Educação Matemática e Inclusão, indico a página do Grupo de Pesquisa Rumo a Educação Matemática Inclusiva como uma excelente fonte de pesquisa.

http://www.matematicainclusiva.net.br/index.php

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Pesquisa em Educação Matemática para Surdos

No dia 20 de agosto de 2013, aconteceu na Universidade Estadual de Maringá (UEM) a defesa da pesquisa de doutorado de Fábio Alexandre Borges, com o título de “A EDUCAÇÃO INCLUSIVA PARA SURDOS: uma análise do saber matemático intermediado pelo Intérprete de Libras”. A pesquisa foi orientada pela Profª. Dra. Clélia Maria Ignatius Nogueira.

RESUMO

Com o discurso atual favorável à Inclusão no ambiente escolar, todos os estudantes são convidados a comungar de um mesmo espaço. No campo político, algumas medidas passaram a ser tomadas, como a aprovação da Lei da Libras (BRASIL, 2002), que oficializa tal língua, assim como a garantia da presença de Intérpretes de Libras (BRASIL, 2005) no atendimento educacional, ambas em favor dos educandos surdos. Dentre as barreiras ainda existentes e que se opõem a um ensino de boa qualidade para os surdos em situação inclusiva, destacamos o fato de que, permeando todas as estratégias metodológicas disponíveis ao professor em uma aula, temos a fala como o principal meio de comunicação. Além disso, alguns aspectos importantes deixam de ser considerados com vistas à verdadeira inclusão dos surdos, como a valorização da experiência visual destes educandos. Nesse sentido, a presente pesquisa se destina a entender como se dá o ensino e a aprendizagem de Matemática por estudantes surdos que contam com o apoio de um Intérprete de Libras. Para tal empreitada, realizamos pesquisas em duas turmas do 9º ano do Ensino Fundamental de escolas diferentes, as quais denominamos como Caso1 e Caso 2. No Caso 1, observamos 30 aulas de Matemática de uma escola pública do interior do Paraná. Para organizar os dados coletados, redigimos notas de campo com o intuito de identificar as principais características que permeiam o ensino e a aprendizagem de Matemática para surdos inclusos. Além das notas de campo, aplicamos 12 atividades matemáticas para alunos surdos e ouvintes da mesma escola, sendo o desenvolvimento das atividades pelos alunos surdos videogravado. No Caso 2, observamos três aulas de Matemática de uma escola pública também do interior do Paraná. A fala do professor foi gravada e transcrita, bem como as imagens do Intérprete de Libras. Na sequência, buscamos cotejar ambas as transcrições em busca de uma compreensão mais voltada para as características das linguagens adotadas, quer sejam, o Português e a Libras. Nos dois Casos, foram destacadas unidades de análise oriundas de nosso conjunto de dados coletados: ausência de interação entre surdos e ouvintes no ambiente escolar; a definição do papel dos Intérpretes de Libras nas escolas ainda em construção; ausência de atividades que explorem o aspecto visual no ensino de Matemática; uma formação inicial e continuada que não contempla a inclusão de alunos surdos; dificuldades dos alunos surdos em interpretarem enunciados matemáticos e, somado a isso, o desconhecimento dos professores e de outros profissionais a respeito das dificuldades enfrentadas pelo aluno surdo com uma língua que ele não domina; incoerências matemáticas cometidas no ato da interpretação em Libras. Ao final, propomos alguns encaminhamentos que precisam ser considerados, caso se almeje, verdadeiramente, um ensino de boa qualidade para todos, com ênfase para os surdos.

Palavras-chave: Ensino de Matemática. Inclusão. Interpretação em Libras. Surdez.

 

Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação para a Ciência e a Matemática

Pesquisa: Tese de Doutorado

Título: A EDUCAÇÃO INCLUSIVA PARA SURDOS: uma análise do saber matemático intermediado pelo Intérprete de Libras

Autor: Fábio Alexandre Borges

Orientadora: Profª. Dra. Clélia Maria Ignatius Nogueira.

Ano: 2013

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Novo Aplicativo

Instituto Nacional de Educação de Surdos lança app para iGadgets recheado de conteúdos
Criado pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos, o app — universal, para iPads e iPhones/iPods touch — reúne uma série de conteúdos gratuitos em língua brasileira de sinais (LIBRAS) e em língua portuguesa, favorecendo, segundo o INES, a “efetivação do direito à educação, à cultura e ao lazer de crianças, jovens e adultos surdos”.

http://macmagazine.com.br/2013/04/10/instituto-nacional-de-educacao-de-surdos-lanca-app-para-igadgets-recheado-de-conteudos/

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