Pesquisa em Educação Matemática e Educação de Surdos

Título: Práticas Matemáticas Visuais Produzidas por Alunos Surdos: entre números, letras e sinais

Resumo

Esta dissertação tem por objetivo analisar as práticas matemáticas visuais produzidas por um grupo de alunos surdos, em uma escola estadual da região do Vale do Rio Pardo, no estado do Rio Grande do Sul. Com base nesse objetivo, apresento as problemáticas que conduzem o presente estudo: Como são produzidas, por um grupo de alunos surdos, práticas matemáticas visuais? Quais implicações curriculares emergem destes modos de produção? Para tal empreendimento, apoio-me nos estudos sobre o currículo escolar em suas interlocuções com a Etnomatemática, onde se encontram ferramentas teórico-metodológicas para analisar o material. Para dar conta dessa problemática, a parte empírica da pesquisa foi realizada em uma escola referência no atendimento de alunos surdos. Teve como sujeitos seis alunos surdos de uma turma do 6º ano e uma professora das séries iniciais do EF (que havia trabalhado com esses alunos no ano anterior). O material de pesquisa foi produzido a partir de: quatro oficinas de frações realizadas com os alunos surdos, excertos do diário de campo, material escrito produzido pelos mesmos; pareceres descritivos dos anos iniciais do EF desses alunos; entrevista com a referida professora; e plano de estudos do 6º ano do EF da escola pesquisada. Da análise do material de pesquisa emergiram três unidades de análises: a) as relações de poder impressas nos pareceres descritivos; b) a posição entre o visual e o escrito na Matemática Escolar; c) As práticas matemáticas visuais produzidas no currículo escolar. No que diz respeito à Matemática para surdos, o estudo assinalou para a um currículo, que não se reduza apenas a tradução dos conteúdos da Língua Portuguesa para a Língua de Brasileira de Sinais, mas que esteja mais atento às práticas visuais produzidas por surdos. Considera-se, em nível de resultados para discussão deste trabalho, que a convenção ou criação de sinais na disciplina de Matemática, posta em ação no currículo que almeja uma educação bilíngue para surdos, pode tornar a disciplina de Matemática mais próxima da comunidade surda. E que essa produção seja uma legado para a comunidade surda.

Palavras-chave: Educação. Etnomatemática. Currículo escolar. Surdos. Matemática

Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

Programa de Pós-Graduação em Educação

Pesquisa: Dissertação de Mestrado

Título: Práticas Matemáticas Visuais Produzidas por Alunos Surdos: entre números, letras e sinais

Autora: Daiane Kipper

Orientador: Prof. Dr. Cláudio José de Oliveira

Ano: 2015

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Revista Amazônia lança nova edição (Especial)

A Revista Amazônia, uma publicação do Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemáticas do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da UFPA, acaba de lançar sua mais nova edição (v. 11, n. 22; 2015).

A nova edição é número especial, onde são apresentadas discussões acerca da temática: História e Filosofia da Ciência.

Todas as edições da revista estão disponíveis para consulta e download em PDF na página:

AMAZÔNIA – REVISTA DE EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E ATEMÁTICAS

​periodicos.ufpa.br/index.php/revistaamazonia/

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Processo Seletivo 2016

Já saíram os Editais dos processos seletivos para os cursos de Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM) do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Existem vagas para quem está interessado pesquisar na área de Ensino e Aprendizagem de Ciências e Matemática para Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais.

Os Editais estão disponíveis na página: www.ppgecm.ufpa.br.

Período das inscrições: 21/09 a 16/10/2015

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Indicação de Leitura

Educação Matemática e Educação de Surdos: algumas abordagens

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Nesse livro os autores discutem a educação de pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (NEE), tendo em vista a educação matemática de surdos por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Apresentam questões relacionadas à comunicação no ensino de surdos, com destaque as correlações entre o ensino de matemática e Libras. A partir do conhecimento de sinais, propõem atividades voltadas ao ensino das operações básicas.

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Rumo à Educação Matemática Inclusiva

O projeto Rumo à Educação Matemática Inclusiva reúne pesquisadores, professores e alunos no desenvolvimento de cenários inclusivos para aprendizagem matemática. Nosso compromisso é construir culturas educacionais nas quais cada aprendiz é reconhecido e respeitado em sua individualidade.

Saiba mais em: http://www.matematicainclusiva.net.br/

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Pesquisa em Educação Matemática para Surdos

Conhecimentos prévios dos alunos surdos fluentes em libras referentes à linguagem algébrica no Ensino Médio

Silvia Teresinha Frizzarini – Clélia Maria Ignatius Nogueira

 Resumo

Poucas são as pesquisas, com reflexões mais profundas, sobre o estudo da álgebra com alunos surdos. De forma a validar e disseminar ações educativas nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo destacar os conhecimentos prévios dos alunos surdos, fluentes em Libras, referentes à linguagem algébrica utilizada no Ensino Médio. O embasamento teórico utilizado foi a teoria de Duval, com as análises das transformações, por tratamento e conversão dos diferentes registros de representação semiótica, em particular, das inequações. A metodologia utilizada foi a aplicação de uma avaliação diagnóstica realizada com alunos surdos, todos fluentes em Libras, de uma Escola Especial localizada no norte do Paraná. Destaca-se a necessidade de se trabalhar em ambos os sentidos de conversão, em diferentes linguagens, principalmente quando o registro de partida é o gráfico. A conclusão, a que se chegou, foi de que não se deve separar a representação algébrica dos outros registros, devido à necessidade de a língua de sinais desempenhar, não apenas função de comunicação, mas também as funções de objetivação e tratamento, fundamentais no desenvolvimento cognitivo.

 Palavras-chave: Surdos fluentes em libras; Representações semióticas; Álgebra.

 Acesse o texto completo em .pdf

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Pesquisa em Educação Matemática para Surdos

No dia 17 de fevereiro de 2014, aconteceu na Universidade Estadual de Maringá (UEM) a defesa da pesquisa de doutorado de Silvia Teresinha Frizzarini, com o título de “Estudo dos Registros de Representação Semiótica: implicações no ensino e aprendizagem da álgebra para alunos surdos fluentes em língua de sinais”. A pesquisa foi orientada pela Profª. Dra. Clélia Maria Ignatius Nogueira.

 

RESUMO

A presente pesquisa objetivou analisar os principais registros de representação semiótica e sua coordenações  possíveis  no  ensino  e  na  aprendizagem  da  álgebra  para  alunos surdos fluentes em língua de sinais. Com a finalidade de proporcionar mais elementos para análise e considerando a necessidade de se trabalhar com uma diversidade maior de sistemas de representações semióticas, segundo a teoria adotada de Duval, o conteúdo da álgebra escolhido foi a inequação, não só pela variedade de registros, mas também pela  conexão  que  existe  com  outros  conteúdos,  como  funções  e  equações.  Para  a consecução do objetivo, a metodologia utilizada foi a Engenharia Didática difundida por Artigue;  ela  permitiu  a  aplicação  planejada  de  uma  sequência  de  cinco  atividades, efetivada  com  sete  alunos  surdos  do  ensino  médio  brasileiro,  todos  de  uma  escola especial localizada no norte pioneiro do Paraná. Para ampliar o campo de pesquisa, num processo inclusivo diferente do brasileiro, também foram analisados os conhecimentos prévios  de  três  alunos  surdos  do  ensino  médio  espanhol,  em  uma  escola  regular  de Barcelona. Os resultados obtidos na experimentação, com os alunos brasileiros, foram que a língua de sinais, por ser uma língua visual/motora, favoreceu a identificação dos elementos  representacionais  algébrico,  durante  a  atividade  de  conversão,  mediante  a conexão realizada com os registros gráficos. Esses alunos surdos, ao converterem uma expressão  algébrica  para  a  língua  de  sinais  e  desta  para  a  escrita,  e  vice-versa,  se apoiavam, muitas vezes, na representação intermediária gráfica, descrevendo inclusive os  detalhes  dessa  representação.  Mesmo  que  a  língua  de  sinais  e  a  escrita  tenham  a mesma  função  meta  discursiva  de  comunicação,  elas  diferem  nas  suas  regras  de conformidade;  as  unidades  constitutivas  de  cada  registro  de  representação  são  muito diferentes. Os surdos brasileiros, ao traduzirem as expressões algébricas, em língua de sinais,  justapõem  dois  sinais  na  configuração  das  mãos,  assim  como  na  linguagem matemática. Ao contrário, os resultados prévios do diagnóstico realizado com os surdos na Espanha, revelou que esses alunos traduziam as expressões algébricas, para a língua de sinais, sequencialmente, com o uso predominante da datilologia, ou seja, da mesma forma  que  a  língua  escrita.  O  processo  de  inclusão  oral,  que  é  tradição  na  Espanha, apresentou forte influência no processo cognitivo desses alunos. A atividade cognitiva de conversão da língua escrita ou língua de sinais para o registro algébrico e deste para o registro gráfico foi insuficiente para esses alunos. Concluímos que, quando o campo de  estudo  é  a  álgebra,  com  diferentes  significados  para  as  letras,  o  uso  de  diferentes registros de representação se torna imprescindível para qualquer aluno surdo usuário da língua  de  sinais.  As  representações  mentais  dos  surdos  profundos  dependem exclusivamente  da  língua  de  sinais,  para  generalizar  e  abstrair  as  representações algébricas,  tendo  como  representação  intermediária  os  gráficos.  Apesar  do  reduzido léxico  que  a  língua  de  sinais  apresenta,  a  partir  dos  seus  principais  parâmetros,  os surdos  podem  traduzir  e  representar  qualquer  registro  de  representação  matemática, abrangendo muitas variações, por exemplo, com uma simples troca de movimento ou ponto  de  articulação.  Isso  favorece  o  processo  cognitivo  dos  alunos  surdos,  ao trabalharem com um grau de liberdade maior durante as atividades de conversão. Por isso, o estudo da álgebra, com alunos surdos, deve ser realizado com as vantagens que a língua  de  sinais  lhes  oferece,  desvinculando-se  do  uso  excessivo  dos  algoritmos,  de representações  exclusivamente  simbólicas  ou  escrita  e,  principalmente,  da obrigatoriedade de se obter uma resposta apenas numérica ou da linguagem algébrica.

Palavras-chave: Registro de representação semiótica. Álgebra. Educação de Surdos.

 

Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação para a Ciência e a Matemática

Pesquisa: Tese de Doutorado

Título: Estudo dos Registros de Representação Semiótica: implicações no ensino e aprendizagem da álgebra para alunos surdos fluentes em língua de sinais

Autor: Silvia Teresinha Frizzarini

Orientadora: Profª. Dra. Clélia Maria Ignatius Nogueira.

Ano: 2014

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